Cremesp notifica Ministério Público e Conselhos de Odontologia pela prática ilegal da Medicina por profissionais não médicos

http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=5312

“(…) Frente a esses fatos gravíssimos, que podem se configurar em exercício ilegal da Medicina, e à possível infringência da Lei 5.081/1966, que regula o exercício da Odontologia, o Cremesp solicitou, nos ofícios enviados aos Conselhos e ao MP-SP, investigação urgente das condutas desses profissionais, que, se comprovadas, estarão colocando em risco a saúde da população.”

CFM comemora “vitória” contra os médicos. É o rabo abanando o cachorro…

CFM comemora “vitória” contra os médicos. É o rabo abanando o cachorro…
Por Francisco Cardoso

Autarquia federal sustentada com o tributo anual pago por 450.000 médicos, o CFM comemora em suas redes sociais a “vitória” na Justiça que negou pedido de liminar de um sindicato médico para suspender a fatídica Resolução 2227/18 – telemedicina.

Em que pese o pedido de liminar do sindicato ter sido, em minha opinião, precipitado, pois ainda está cedo para isso uma vez que a norma ainda não está em vigor, ou seja, encontra-se em vacatio legis e portanto não há perigo iminente de dano ou periculum in mora, a ação do sindicato representa indubitavelmente o anseio da vasta maioria da categoria médica que clama por alguma coisa que faça essa traição do CFM ser interrompida.

*Por isso é inusitado ver o CFM, isolado em seu palacete de marfim cercado de um córrego de insanidade, soltando fogos e comemorando o que na verdade representa uma derrota para os médicos. *

Do alto dos seus pedestais de madrepérola, a diretoria do CFM não enxerga ou não liga para a ofensa que vem causando à categoria a quem este Conselho nasceu para cuidar da boa prática, da ética e regular condutas.

Quando empresários da saúde aplaudem o CFM e este aplaude derrota dos médicos, é sinal de que o Castelo onde julgam os vivos e os mortos perdeu qualquer conexão com a realidade e com a categoria.

*É mais uma traição deste CFM contra a categoria, assim como em 2013 quando em um acordo espúrio com Alexandre Padilha, o então Presidente do CFM Roberto D’Avilla traiu a categoria e chancelou o acordo pela aprovação do Mais Médicos em Lei. *

Depois de passarem 5 anos enchendo o país de novos médicos, cubanos e outros formados sem revalidação , agora jogam todos na vala do desemprego com a telemedicina de araque para plano de saúde ver.

Esse ano as traições do CFM terão um basta. Os médicos não irão perdoar o que está feito a eles

Internações e novas cirurgias estão suspensos no Hospital Maternidade do Povo II

http://www.mppa.mp.br/noticias/internacoes-e-novas-cirurgias-estao-suspensos-no-hospital-maternidade-do-povo-ii.htm

A suspensão foi uma deliberação do MPPA em conjunto com os órgãos fiscalizatórios ante a constatação de que as condições físicas e sanitárias do hospital estão em desacordo com as normas de saúdeBELÉM 12/02/19 16:19 

Mediante orientação do Ministério Público do Estado, órgãos fiscalizatórios determinaram nesta terça-feira (12) à Direção do Hospital Maternidade do Povo II a suspensão de algumas atividades. A medida se deu após a constatação de que as condições físicas, hospitalares, sanitárias e operacionais da maternidade estão em desacordo com as normas de saúde.

O Hospital Maternidade do Povo II teve suspensos a internação de novas pacientes, o agendamento de novas cirurgias, do programa de vacinação, tendo em vista, o acondicionamento irregular das vacinas e a mudança da realização de exames de teste da orelhinha para a sede da Maternidade do Povo I, até que sejam sanadas todas as irregularidades.

 Na manhã desta terça-feira (12) o Ministério Público realizou fiscalização no hospital Maternidade do Povo II. A vistoria, que foi realizada pela 3ª Promotora de Justiça da Saúde, Fabia de Melo-Fournier, em conjunto com técnicos do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI) do MPPA, equipes  do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (DEVISA/SESMA) e do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde Pública do Pará (DVS/SESPA), teve por objetivo avaliar aspectos operacionais, sanitários e estruturais daquela unidade de saúde.
 

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Ao longo da vistoria graves desconformidades foram constatadas, como ausência de farmacêutico e de enfermeiros no hospital, que funcionava no momento com apenas dois obstetras, para realizar as cesarianas, fazer admissão das gestantes e atendimentos de urgência e emergência, tudo isto, aparentemente, funcionando sem o devido registro.

Ao entrevistar as pacientes que ali se encontravam para atendimento, constatou-se que em sua maioria eram provenientes de outros municípios e ali se encontravam por indicação de terceiros ou encaminhadas por seus próprios municípios. O bloco cirúrgico não possui os equipamentos de praxe para garantir a intervenção emergencial, inclusive as pacientes eram submetidas a cirurgia sem monitoramento do hospital.
 
Os bebês de mães diferentes ocupavam o mesmo berço e a identificação era feita pela técnica de enfermagem grafando o nome da mãe em fita crepe, colada diretamente no pulso do nascituro. Não havia material para higienização química dos instrumentos utilizados no bloco cirúrgico e foi encontrado para uso na CME material com esterilização vencida, dentre outros. O hospital funcionava sem licenciamento.    

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Na oportunidade, a Vigilância Sanitária do município, com o apoio do MPPA, procedeu à entrega de auto de infração à direção do Hospital, em virtude de inadequações verificadas em fiscalização ocorrida no mês de outubro de 2018 e que aquela administração vinha se recusando a receber. 

A iniciativa do MPPA ocorreu no âmbito do Inquérito Civil Nº 000050-125/2013 SIMP, instaurado para acompanhar as providências adotadas pelo hospital Maternidade do Povo Filial para garantir uma melhor prestação do serviço de saúde aos seus usuários.

Texto e fotos: 3ª Promotora de Justiça da Saúde